O Canto do Guerreiro

O sol acabara de aparecer no horizonte do tortuoso cenário do deserto, quando o som lamuriante de uma criança que nascera durante a noite fria se fazia houvir no meio das pedras. Pequeno e franzino, o bebe mestiço chegara ao mundo em meio a fome e a dor de sua mãe. Os olhinhos fechados e as mãozinhas encolhidas demonstravam sua timidez ao chegar num mundo cruel e violento. Porém só o fato de ter nascido já o tornava um lutador. Seu pai se punha aos cuidados pois sua esposa se encontrava muito fraca. Yonnai cantava com tristeza um breve canto comanche para ninar seu bebe. Lá fora os Coiotes uivavam para o vento cortante do deserto. O calor parecia um carrasco cruel castigando impiedosamente a humilde tenda comanche. Nem seu avô Tamha kal aguentava ver a pequena criaturinha sofrer tanto.
- O pequenino não sobreviverá! Não há alimento para nosso povo! Ele morrerá!
O semblante de Yonnai emudeceu e sua mente vagou numa nevoa de duvidas. Era certo que os tempos estavam dificeis... Mas uma criança tão nova neste mundo tão doloroso merecia uma chance de viver.

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